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		<title>Obrigação na medida certa</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 21:45:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom sinal se&#8230; A escola prepara o aluno para ser autônomo, de modo a fazer as lições sem depender dos pais Sinal de alerta se&#8230; A tarefa não exercita a criatividade, a análise e dá mais valor à memorização das informações Alguns pais vêem na lição de casa uma forma de seus filhos se manterem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=428&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="color:#339966;">Bom sinal se&#8230;</span><br />
A escola prepara o aluno para<br />
ser autônomo, de modo a fazer as lições sem depender dos pais</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family:Arial;"><span style="font-size:x-small;"><strong><span style="color:#ff0000;">Sinal de alerta se&#8230;</span><br />
A tarefa não exercita a criatividade,<br />
a análise e dá mais valor à memorização das informações</strong><br />
</span></span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Alguns pais vêem na lição de casa uma forma de seus filhos se manterem ocupados. A idéia é que, enquanto eles preenchem páginas e páginas de exercícios ou estudam capítulos inteiros do livro, não sobra tempo para programas inadequados ou excesso de televisão, <em>games</em> no computador, baladas com a galera&#8230; Tudo isso é verdade. No entanto, é também um raciocínio bastante equivocado do ponto de vista educacional.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Para começo de conversa, a lição de casa não deve servir para acobertar a dificuldade dos pais em estabelecer regras. A criança precisa ter claro quais são os seus deveres, o que não lhe é permitido e compreender as razões desses limites. Ou seja: não vai ficar a tarde inteira diante da TV porque os pais acham que ela deve se dedicar a uma atividade mais enriquecedora, cultural ou esportiva, por exemplo, e não porque &#8220;tem lição pra fazer&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Além disso, dizem os educadores, o volume de lição da casa não está diretamente relacionado ao grau de aprendizado. As tarefas devem primar pela qualidade, em vez da quantidade. De nada adianta resolver dez problemas de matemática que abordam apenas um ou dois itens do extenso programa. O que vale não é a repetição e a memorização, mas a compreensão do que se está fazendo. Portanto, além de explorar o material didático adotado pela escola, os professores devem ainda estimular a pesquisa, o trabalho em grupo, as atividades de campo (uma entrevista com os avós, para falar sobre seus países de origem, por exemplo).</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">As escolas mais tradicionais, chamadas conteudistas, costumam passar muita lição de casa como recurso para reforçar e gravar o que foi visto em sala de aula. Nas instituições mais modernas, a carga é menor, em especial para os alunos das primeiras séries – primeiro porque nessa fase a lição é encarada acima de tudo como um treinamento para adquirir responsabilidade, disciplina; depois porque leva-se<br />
em conta as características naturais das crianças pequenas, que costumam se dispersar com mais facilidade e não agüentam ficar sentadas por muito tempo. </span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Um hábito comum em muitas famílias, de a mãe ou o pai sentarem ao lado do filho diariamente para fazer a lição, é outro erro apontado pelos educadores. Uma das principais funções da lição de casa é ajudar o aluno a adquirir autonomia, estudar por sua própria conta, tentar encontrar por si só as soluções para os problemas. Se criam a rotina de compartilhar o momento da tarefa com seus filhos, os pais tolhem essa possibilidade de crescimento.</span></p>
<p><span style="font-size:x-small;">Eles devem participar da vida escolar das crianças e dos jovens sim. Acompanhar o que estão aprendendo, folhear os livros didáticos, olhar as lições. Mas colaborar ou ajudar, apenas quando foram solicitados, sem se antecipar à necessidade do aluno e, principalmente, sem fazer dessa ajuda uma obrigação. </span></p>
<p>REVISTA EDUCAÇÃO &#8211; GUIA DA BOA ESCOLA</p>
</div>
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		<title>O poder do olhar</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 21:38:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>z1propaganda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Professores com baixa expectativa em relação aos seus alunos podem comprometer &#8211; e muito &#8211; o processo de aprendizagem dos jovens. A boa notícia? O inverso também pode acontecer    Rachel Bonino Reza o mito que o hábil escultor Pigmalião, desiludido com as mulheres, foi viver só. Para não ficar desacompanhado de tudo, esculpiu uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=425&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Professores com baixa expectativa em relação aos seus alunos podem comprometer &#8211; e muito &#8211; o processo de aprendizagem dos jovens. A boa notícia? O inverso também pode acontecer </p>
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="100%">
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td>
<div style="font-size:5px;"> </div>
<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Rachel Bonino</strong></span></p>
<p>Reza o mito que o hábil escultor Pigmalião, desiludido com as mulheres, foi viver só. Para não ficar desacompanhado de tudo, esculpiu uma figura feminina que atendesse ao seu ideal de beleza. Tamanha era sua destreza, que se apaixonou pela própria obra, de tão bela, nomeando-a Galateia. E rogou à deusa Afrodite que providenciasse o encontro com uma mulher como aquela. Foi atendido com a conversão da obra de pedra em carne e osso. Foi com ela, então, que Pigmalião se casou e teve um filho, Pafos. É o que diz a lenda cipriota de Pigmalião e Galateia, registrada pela primeira vez numa história de Chipre, escrita no século 3 antes de Cristo, segundo a revista <em>Graecia Antiqua</em>. </p>
<p>A psicologia se apropriou da história e definiu o &#8220;efeito Pigmalião&#8221; como aquele em que o indivíduo se apaixona pelo objeto de desejo que ele mesmo construiu. Em uma de suas colunas, o psicanalista Contardo Calligaris fez adequação interessante para o universo escolar. &#8220;Quando os professores esperam um grande progresso de seus alunos, eles progridem duas vezes mais rapidamente. O desempenho do aluno é proporcional às expectativas do professor&#8221;, assinalou. Como não vibrar, então, com a possibilidade de que seu processo de aprendizagem pode render resultados tão satisfatórios?  </p>
<p>A professora Alessandra da Silva, de Caçapava (SP), provou na prática a transposição do mito de Pigmalião. Em 2008, ela envolveu alunos da 1ª série da Emef Edmir Viana de Moura no estudo da vida e de obras de Hans Christian Andersen, autor dinamarquês conhecido por seus clássicos infantis: <em>O patinho feio</em>, <em>O soldadinho de chumbo</em>, entre outros. A partir daí, as crianças foram estimuladas a produzir um livro coletivo de contos. Na segunda etapa, todos tomaram contato com as obras de outros mestres da literatura infantil para depois produzir um livro individual.</p>
<p>Para Alessandra, o avanço nos níveis de letramento e alfabetização foram claramente perceptíveis tanto na conversa com as crianças como em suas produções e leituras. &#8220;No início do ano tínhamos um número grande de pré-silábicos e silábicos sem valor sonoro na sala. Todos conseguiram avançar e hoje a maioria encontra-se no nível alfabético e aprimorando seus conhecimentos ortográficos. Embora existam diferenças nos avanços, ninguém permaneceu no nível em que estava no início do ano&#8221;, conta.</p>
<p>Ela também recorda que, inicialmente, as crianças não se preocupavam com a autoria dos textos lidos. &#8220;Agora, essa é a primeira pergunta que fazem quando uma leitura é sugerida&#8221;, conta a docente há 13 anos.<br />
 <br />
Os bons frutos colhidos com a experiência &#8211; que, inclusive, motivaram a criação de outras atividades semelhantes aplicadas em outra turma, da 3ª série &#8211; colocaram o projeto <em>Alfabetizando e letrando com os grandes mestres da literatura infantil</em> entre os 31 ganhadores do 4º Prêmio Professores do Brasil, promovido no ano passado pelo Ministério da Educação. Esse reconhecimento expõe o direcionamento positivo de Alessandra ao efeito Pigmalião &#8211; que ela verdadeiramente vivenciou: &#8220;Professores que acreditam que podem ensinar acreditam também na capacidade dos seus alunos de aprender&#8221;, concorda. </p>
<p>Para José Ernesto Bologna, psicólogo especialista em desenvolvimento aplicado à educação, assim como Alessandra, o professor precisa almejar que o seu aluno adquira mais do que conhecimento do processo de aprendizagem: &#8220;O verdadeiro ganho é a autoconfiança cognitiva do aluno, ou seja, a consolidação da sua autoestima intelectual como um aprendiz competente e capaz. Essa consolidação não é apenas intelectual, mas também socioafetiva. Todos nós já sentimos a deliciosa emoção que se manifesta na relação [entre aluno-professor]: &#8216;Eu estou sentindo o poder e a beleza de compreender, e meu mestre está satisfeito comigo, olhando-me com olhos de admiração&#8217;&#8221;, diz.</p>
<p>Num cenário adverso, os docentes não podem esquecer que são personalidades com vocação humanista, lembra: &#8220;São originalmente capazes de se emocionar com as aquisições dos alunos. Podem até se distanciar, ou mesmo perder essa chama inicial ao longo de seus desapontamentos, mas são originalmente apaixonados pela construção do saber como liberdade de ser&#8221;, pontua. </p>
<p><strong>Por outro lado&#8230;</strong><br />
O grande porém do efeito Pigmalião é que, na mesma proporção, também se pode esperar o fracasso do aluno, quando professores têm baixa expectativa em relação ao futuro escolar dos jovens.  </p>
<p>Aliás, a descrença do corpo docente ficou à mostra em pesquisas recentes. Divulgada em maio último, e desenvolvida pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), em parceria com a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF), o estudo <em>Violência e convivência nas escolas</em> trouxe dado impressionante. A maioria dos cerca de 10 mil jovens, de 84 escolas da rede pública de ensino, quando indagados sobre seu futuro, responderam que acreditavam que iriam continuar a estudar. A surpresa da pesquisa foi a constatação de que grande parte dos 1.300 professores e diretores &#8211; pelo contrário &#8211; acreditavam que os alunos iriam abandonar os estudos. &#8220;Os professores não creem numa perspectiva de futuro do alunado. Dessa forma, a profecia se auto- cumpre&#8221;, analisa Miriam Abramovay, coordenadora da pesquisa.</p>
<p>Para a especialista, dois motivos contribuem fortemente para essa resposta negativa do professor: a dificuldade que ele encontra para lidar com a escola massificada, composta por jovens pobres; e também o preconceito com o alunado que está vivenciando a adolescência. &#8220;O docente não é preparado na faculdade para lidar com esse perfil de aluno real. Isso contribui para que tenha uma visão negativa das classes sociais e da juventude de uma forma ampla&#8221;, explica.<br />
 <br />
Mas o professor tem consciência disso? Para Miriam, não. &#8220;Ele sempre atribui a maioria do caos escolar a fatos externos &#8211; a rebeldia do aluno, a família desestruturada, a política pública ineficaz. O que não deixa de ser fato. A questão é o docente não fazer uma auto-análise para saber se ele também não faz parte do problema&#8221;, afirma. </p>
<p>A consequência dessa intransigência docente em relação às futuras gerações é gravíssima na visão de Bologna, que propõe o neologismo &#8220;generacídio cognitivo&#8221;, para exemplificar a destruição intelectual em massa de algumas gerações: &#8220;É evidente que os alunos refletem as expectativas que colocamos sobre eles. O problema, porém, é que ou colocamos expectativas enormes sem os meios, os cenários, para suas aquisições pela construção cognitiva, ou colocamos expectativas baixas demais por desatenção, cansaço, descaso, enfim desânimo, ou desrespeitamos a curiosidade espontânea do aluno, ignorando os movimentos naturais de sua mente&#8221;. </p>
<p><strong>Culpa do professor?</strong><br />
Outra ONG, a Ação Educativa, divulgou mais um resultado alarmante do relatório final da pesquisa <em>Que ensino médio queremos?</em>, que ouviu 880 estudantes de cinco escolas estaduais públicas da zona leste de São Paulo, e depois, numa segunda etapa, também questionou professores. Perguntou-se aos estudantes se os professores se orgulham de seus alunos? Para 43% dos jovens, isso ocorre raramente ou nunca. Em uma das escolas, essa porcentagem chegou aos 58%. Também são os estudantes do 3º ano do ensino médio que apresentam índices mais negativos com relação a esse quesito: 48%. </p>
<p>A própria pesquisa conclui: &#8220;A expectativa que os educadores nutrem sobre os educandos é um fator crucial para o desenvolvimento da aprendizagem, afinal, sem esperar muito dos alunos, provavelmente os professores não irão desafiá-los o suficiente para aprenderem, o que deve resultar em baixos níveis de aproveitamento. Além disso, em contato com uma baixa expectativa por parte de seus professores, os estudantes tendem a se sentir desmotivados e desmobilizados&#8221;.  </p>
<p>Na visão de Raquel Souza, uma das responsáveis pela pesquisa, esse resultado compromete todo o processo educacional. &#8220;Se professores não possuem motivo para se orgulhar de seus alunos, muito provavelmente também não têm muitas expectativas com relação a eles. A expectativa de um professor é fundamental para a definição daquilo que ele está disposto a realizar com sua turma de alunos, do quanto está disposto a desafiá-los&#8221;, diz.</p>
<p>Apesar desse fato, Raquel não acha justo apontar o professor como maior responsável pelas mazelas da educação. Por isso, faz questão de pinçar outro dado importante do estudo: quando inquirido sobre seus pares, a percepção dos alunos é bem mais crítica do que a avaliação que fazem dos professores: para 39% dos estudantes, seus colegas raramente ou nunca são disciplinados, e para 33% raramente ou nunca se mostram interessados na escola. &#8220;Por isso, o entendimento da avaliação sobre o orgulho dos professores não pode estar apartado da percepção que os estudantes fazem de seu envolvimento e disposição com a instituição escolar. Eles possuem uma percepção negativa sobre o engajamento dos estudantes na escola e, certamente, isso reverbera em suas hipóteses de como os professores lidam com eles.&#8221; </p>
<p>O professor Lino de Macedo, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), conjectura as possíveis causas para um cenário de tanta pressão para o professor. Para isso, lembra das mudanças pelas quais passou o ambiente escolar nos últimos 50 anos: &#8220;Antes tida como um local restrito aos que detinham inteligência, riqueza e tempo, a escola passou a acolher toda a população a partir do entendimento de educação como direito do cidadão e dever do Estado. Antes, se o aluno não aprendia, não seguia uma conduta, ele ia sendo, pouco a pouco, excluído da escola. Hoje isso não pode acontecer. O professor precisa conviver com todo tipo de aluno. Ele é o sucesso ou não do professor, porque ele é o seu desafio&#8221;, analisa. </p>
<p>Para o especialista, também os resultados insatisfatórios em avaliações de desempenho do aluno &#8211; Prova Brasil, Saresp, Enem etc. &#8211; significam um dedo a mais apontado para a cara do docente. &#8220;Hoje, as expectativas de aprendizagem são muitos fortes no sentido externo. Os pais têm expectativa de que os filhos aprendam na escola; o Estado, por investir em educação, tem uma expectativa de que as crianças efetivamente aprendam. Já o professor, logicamente, tem uma expectativa de que o resultado da sua aprendizagem apareça. Assim, o aluno quase vira um objeto persecutório do professor&#8221;, diz. <br />
 <br />
<strong>Desmotivação revisada</strong><br />
Apesar das jornadas extenuantes, da hora-aula malpaga, e do relacionamento complicado com seu aluno, o professor poderia assumir sua parcela de responsabilidade no processo educativo. E quem indica isso não é nenhum especialista em educação, mas a professora Alessandra Silva. &#8220;Para manter a motivação, sempre faço uma autoanálise do meu trabalho e, quando percebo que algo não está saindo como o esperado, vou atrás de fontes de informações que possam me ajudar a aprimorar minhas habilidades de ensino. Dessa forma, ensinar torna-se um desafio satisfatório&#8221;, diz. </p>
<p>Seguindo essa linha de procurar saídas, Cláudia Petri, gerente de projetos do Centro de Estudos e Pesquisa em Educação Cultura e Ação Comunitária, o Cenpec, indica que, juntos, escola, aluno e professor &#8220;destrinchem suas expectativas de aprendizagem.&#8221; A entidade atua para facilitar essa ação mais especificamente com os professores. &#8220;Só é possível mudar o pensamento depois de refletir.&#8221;   </p>
<p>Trata-se de uma grande mudança na rotina escolar já que a escola oferece pouco espaço para que essas expectativas e projetos futuros possam ser discutidos publicamente, na avaliação de Raquel Souza, da Ação Educativa, que também atua no apoio de redes públicas de ensino. &#8220;Há certa ausência de reflexão nas escolas a respeito da fase de vida dos estudantes &#8211; a juventude -, e pouco diálogo entre as práticas educativas e as vivências juvenis. Esse processo é fundamental para a construção de sentidos para a escolarização tanto para professores como para alunos. É impossível pensar nas expectativas de êxito e de projetos futuros sem fazer da escola um espaço de discussão e formulação dessas questões.&#8221;</p>
<p>O problema da expectativa é que ela pode ser formada com base em um objetivo impossível. Por esse motivo, na conversa e reflexão sobre aprendizagem o professor precisa deixar claro o que entende como dinâmica produtiva dentro de sala de aula, na visão de Lino de Macedo. &#8220;Alunos e professores precisam de mais comunicação para igualar expectativas: cada um precisa dizer o que espera do outro. O problema hoje é que ninguém conversa para entender isso. Se eu não saio da queixa e não entro na explicação das regras do jogo, nada vai mudar.&#8221;  </p>
<p>É o passo inicial rumo à retomada da relação de afeto entre professor-aluno. Quem sabe assim os professores não voltem a receber maçãs&#8230;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>REVISTA EDUCAÇÃO &#8211; EDIÇÃO 149</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/z1educa.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/z1educa.wordpress.com/425/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=425&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>CCJ aprova projeto que cria espaços para alfabetização de adultos</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:28:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta manhã projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que obriga instituições públicas de educação básica, superior e profissionalizante a ceder salas de aula e outras instalações para o funcionamento de classes de alfabetização de jovens e adultos desenvolvidos pela rede pública ou entidades [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=423&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta manhã projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que obriga instituições públicas de educação básica, superior e profissionalizante a ceder salas de aula e outras instalações para o funcionamento de classes de alfabetização de jovens e adultos desenvolvidos pela rede pública ou entidades da sociedade civil.</p>
<p>A obrigatoriedade se aplica a instituições das redes federal, estadual e municipal. Agora, a matéria será apreciada na Comissão de Educação e, se aprovada, será remetida direto para a Câmara dos Deputados, uma vez que tramita em caráter terminativo, ou seja, não passa pela avaliação do Plenário.</p>
<div id="fonte"><img src="http://img.terra.com.br/i/x.gif" alt="" /> <em>Agência Brasil</em></div>
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		<title>Detento supera 2 mil estudantes e vence concurso de redação</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:26:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="SearchKey_Text1">
<p>JB Online</p>
<p>Um detento surpreendeu o sistema educacional carioca. O interno do Presídio Evaristo de Moraes Leandro Santos Pontes, 27 anos, matriculado na escola prisional Anacleto de Medeiros, venceu o Concurso de Redação Camélia da Liberdade, que contou com a participação de mais de 2 mil alunos das redes pública e privada. A premiação aconteceu nesta terça-feira, no pátio da escola, em São Cristóvão.</p>
<p>O Superintendente Regional da Polícia Federal, Ângelo Gioia, uma das autoridades presentes, confessou na cerimônia: &#8220;é a primeira vez que conheço uma unidade prisional onde homens são levados ao conhecimento e a uma nova perspectiva de vida.</p>
<p>O concurso, patrocinado pela Petrobras e organizado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), tinha o tema 100 anos de Sola Trindade, o poeta do povo, evocando um artista do começo do século 20 ligado ao movimento negro. O objetivo era levar os alunos a uma reflexão sobre a questão racial na sociedade brasileira. As redações foram selecionadas pela comissão da Fundação Cesgranrio.</p>
<p><strong>Exemplo para os detentos</strong><br />
Para vencer estudantes de instituições como o Pedro II e o Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), Leandro conta seu segredo: leu cerca de 1,6 mil livros nos últimos 4 anos e 9 meses, período que passou até agora na prisão.</p>
<p>&#8220;Eu envio cartas às editoras pedindo doação&#8221;, afirmou o campeão, frisando que seu livro preferido, fora a <em>Bíblia</em>, é <em>A Cabana</em> (Editora Sextante).</p>
<p>Sua meta após cumprir a pena por assalto &#8211; já entrou em semiaberto &#8211; é cursar filosofia. &#8220;Dentro deste lugar, eu aprendi muito. O colégio tem me ajudado a planejar o futuro e a provar que existe possibilidade de mudança&#8221;, disse Leandro em seu discurso.</p>
<p>Pelo 1º lugar, ele recebeu um computador e uma impressora, que ficarão, por ora, com sua família. Além disso, a Escola Anacleto Medeiros será premiada com dez computadores, que não poderão ser conectados à Internet por tratar-se de uma prisão. Além disso, a professora de Leandro, Jane Santos, recebeu uma filmadora.</p>
<p>Os dois foram muito aplaudidos pelos detentos presentes na cerimônia, escolhidos pelos professores entre os quase 500 alunos da escola. O presídio inteiro, no entanto, abriga 1,5 mil internos.</p>
<p><strong>Escola é exemplo raro</strong><br />
São 4 mil os alunos no sistema carcerário do Estado do Rio e a escola do Presídio Evaristo de Moraes não é um exemplo representativo da situação do resto do sistema educacional em prisões. Lá, são realizados festivais de música e cinema e existe até mesmo um jornal feito pelos alunos.</p>
<p>&#8220;Esta escola é um exemplo para as outras unidades penitenciárias. Agora começamos a ver resultados do trabalho feito aqui&#8221;, discursou Mario Miranda, membro do conselho penitenciário e professor do instituto.</p>
<p>A freqüência às aulas contribui para a redução da pena dos presos. Cada período de 18 horas em sala de aula representa um dia a menos de reclusão. Em entrevista à revista Ciência Hoje em 2007, o pesquisador Emerson Queluz, da Universidade Federal do Paraná, explicou que o envolvimento dos presos com o ensino costuma ser até maior do que o que normalmente se percebe em alunos de escolas convencionais.</p>
<p>&#8220;Esse comportamento pode ser explicado pelo fato de a instituição em que o preso está lhe infligir uma pesada carga disciplinar e também porque o próprio detento costuma ter consciência da importância da escola para sua reinserção na sociedade.</p>
<p><strong>Trechos da redação vencedora</strong><br />
&#8220;A história de Francisco Solano Trindade nos leva a uma imagem e aparência verdadeira de um herói que, através das palavras e dos seus poemas e sonhos, nos ensina que, antes de chegarmos à liberdade, precisamos estar e parecer livres.&#8221;</p>
<p>&#8220;Solano Trindade, sendo um homem pós-escravatura, ouviu o grito de sua cor e de sua raça tão humilhada e maltratada até pelas leis abolicionistas. Leis que nunca visaram ao crescimento do povo.&#8221;</p>
<p>&#8220;Com o crescimento e o desenvolvimento das grandes metrópoles, a cultura afro foi sendo afastada das grandes cidades pelos fatores visuais da sociedade. Se Francisco Solano não tivesse morrido em 19 de fevereiro de 1974, ainda estaria recitando o seu poema em tom de protesto e com ar de tristeza: Tem gente com fome.&#8221;</p>
<p>&#8220;Solano, que se empenha em combater o sistema de inferioridade do negro e molda o comportamento como forma de derrubar as barreiras criadas por eles, afirma que a grandeza da fé e da civilização estaria na liberdade.&#8221;</p>
<p>&#8220;(&#8230;) Lei do Ventre Livre, Lei dos Sexagenários e a Lei Áurea. Nenhuma dessas Leis determinava que os ex-escravos se tornariam cidadãos brasileiros.&#8221;</p>
<p>&#8220;Acreditou que ser negro não é ser escória ou marginalizado. Ser negro é adquirir cultura, poesia e paixão pela sua cor.&#8221;</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/z1educa.wordpress.com/421/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/z1educa.wordpress.com/421/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=421&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Professores devem passar por avaliação do MEC</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 18:41:38 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[9/15/2009 A avaliação do trabalho docente está prevista nas diretrizes para os planos de carreira do magistério, elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Na mesma linha Senado discute projeto de lei que cria o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica (Enameb). São ações que reforçam a corrente que diz que passou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=419&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#676767;font-family:Trebuchet MS;">9/15/2009 </span></p>
<p>A avaliação do trabalho docente está prevista nas diretrizes para os planos de carreira do magistério, elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Na mesma linha Senado discute projeto de lei que cria o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica (Enameb). São ações que reforçam a corrente que diz que passou da hora dos professores &#8211; também &#8211; serem avaliados.<span style="color:#000000;font-family:Trebuchet MS;"><span style="font-weight:normal;font-size:9pt;text-decoration:none;">  </span></span></p>
<table id="table24" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td colspan="3">
<table id="table25" style="border-collapse:collapse;" border="0" cellpadding="2" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td width="96%">
<div id="mudaFonte" style="line-height:160%;text-align:justify;">
<p> </p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Após consagrar a cultura de avaliações de desempenho de estudantes (ENADE/ENEM), por meio de provas nacionais, estaduais e municipais realizadas nos últimos anos, o Brasil tenta agora oficializar um outro projeto: a avaliação também dos professores. </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">O tema não encontra unanimidade dentro da categoria, e desperta as mais diversas reações sindicais. Mesmo assim, iniciativas isoladas têm sugerido um caminho para institucionalizar um modelo do qual docentes devem sim ser submetidos, mesmo que temporariamente, à alguma examinação. </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">&#8220;Avaliar o trabalho do professor é imprescindível para a melhoria da qualidade da educação&#8221;, afirma a professora e diretora do Centro Educacional Piaget, de Lucas do Rio Verde (MT), instituição que atende do Maternal ao Ensino Médio.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Segundo a professora, cursos específicos de formação de professores, como os de Pedagogia e Licenciaturas Plenas, requerem uma atenção especial, pois é através desses cursos “que passam todos os profissionais das demais profissões”, justifica.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">A educadora vai além, e diz que assim como a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), estender esse exame à todas as profissões dará um salto substancial na qualidade dos serviços prestados pelos profissionais.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">“Não existe profissão que não passa &#8211; primeiro &#8211; pela mão de um professor. Por isso é preciso que seja o mais bem preparado de todos”, diz ela.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">A avaliação do trabalho docente está prevista nas diretrizes para os planos de carreira do magistério, elaboradas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologadas em junho pelo ministro Fernando Haddad. </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">O texto prevê que cada rede crie avaliações sistemáticas de seus professores e gestores, e que isso possa ser usado dentro de uma política de ascensão de carreira e reajustes salariais. </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) recebeu projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propondo a avaliação dos professores, mas foi rejeitada pela categoria por considerar o texto &#8220;mais punitivo do que avaliativo&#8221;, confirmou a professora de Biologia Cleusa de Marco, atualmente no cargo de diretora da Escola Estadual Dom Bosco, em Lucas do Rio Verde.  </span></p>
<p> </p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Na mesma linha o Senado discute projeto de lei que cria o Exame Nacional de Avaliação do Magistério da Educação Básica (Enameb). Ele poderá ser aplicado a cada cinco anos aos professores tanto das escolas públicas quanto particulares. O projeto foi debatido em audiência pública em 2008 e, neste ano, recebeu parecer favorável da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Agora está pronto para ser votado. </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">“Eu acho que cursos como Pedagogia e os de Licenciatura plena são áreas cujo profissionais necessitam de reavaliação constante”, propõe a diretora Maria Geni, que acredita que boa parte dos problemas pedagógicos – como evasão escolar – poderiam estar sendo solucionados com a aplicação sistemática desta iniciativa.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Embora a diretora de uma das instituições educacionais mais respeitadas do município aprove o projeto que pretende formalizar a reavaliação dos professores, as reações da categoria à propostas desse tipo podem surpreender.</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">Segundo um levantamento, cerca de 32% dos entrevistados se mostraram indiferentes e 23% discordaram. Provavelmente pelas condições de trabalho e progressão na carreira de cada sistema, professores da rede pública foram os que mais discordaram da idéia (25%) e os das escolas particulares os que mais concordaram (57%).</span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"> </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;">A mesma pesquisa feita pela Fundação SM em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) com cerca de 8 mil docentes mostrou que 45% deles concordam com uma avaliação de seu trabalho<br />
 </span></p>
<p><span style="font-size:9pt;font-family:Arial;"><br />
Uma proposta neste sentido está em tramitação em regime de urgência na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, onde recebeu pareceres favoráveis. O objetivo do governo daquele estado é que a medida seja aprovada em breve para entrar em vigor a partir do ano que vem. &#8220;O desempenho dos alunos já é a melhor maneira de avaliar o professor&#8221;, analisa Wanda Engel, presidente do Instituto Unibanco. Para ela, exames como Prova Brasil e Saeb, feitos pelos alunos, já funcionam como avaliações dos docentes. </span></p>
<p> </p>
<p> </p></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="line-height:20%;" colspan="3"> </td>
</tr>
<tr>
<td colspan="3"><span style="font-size:8pt;color:#c0c1c1;">Fonte: ExpressoMT/Marco Domingues<br />
</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/z1educa.wordpress.com/419/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/z1educa.wordpress.com/419/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=419&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Rio: Petrópolis ganhará primeiro museu de anatomia do estado</title>
		<link>http://z1educa.wordpress.com/2009/09/09/rio-petropolis-ganhara-primeiro-museu-de-anatomia-do-estado/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 18:35:56 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Os cariocas que visitaram a exposição &#8220;Corpo Humano&#8221; no Museu Histórico Nacional, no fim de 2008, puderam conferir o visual dos tecidos humanos, que pareciam estar vivos, e certamente saíram de lá impressionados. Pois o Estado do Rio de Janeiro ganhará um museu de anatomia nos mesmos moldes da mostra. O projeto do museu, proposto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=415&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os cariocas que visitaram a exposição &#8220;Corpo Humano&#8221; no Museu Histórico Nacional, no fim de 2008, puderam conferir o visual dos tecidos humanos, que pareciam estar vivos, e certamente saíram de lá impressionados. Pois o Estado do Rio de Janeiro ganhará um museu de anatomia nos mesmos moldes da mostra.</p>
<p>O projeto do museu, proposto pela Faculdade de Medicina de Petrópolis, da Faculdade Arthur Sá Earp Neto, foi um dos 103 selecionados pela Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) em 2009. Já batizado de Museu de Anatomia Humana e Patológica, será o primeiro museu de ciência da Região Serrana e o primeiro museu de anatomia do estado.</p>
<p>A técnica que conserva os corpos e órgãos verdadeiros se chama plastinação. Criada nos anos 70 pelo alemão Gunther Von Hagens e aperfeiçoada pelo americano Roy Glover, ela utiliza um material &#8211; semelhante a uma resina &#8211; que permite plastificar partes do corpo humano.</p>
<p>Nove instituições foram contempladas este ano pelo Programa de Difusão e Popularização da Ciência e da Tecnologia: UFRJ, Uerj, Uenf, UFF, Fiocruz, PUC-Rio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP) e Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet). Criado em 2007, o Programa Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia disponibiliza R$ 1,5 milhão de recursos para pesquisas.</p>
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		<title>O Enem deve substituir o vestibular?</title>
		<link>http://z1educa.wordpress.com/2009/09/09/o-enem-deve-substituir-o-vestibular/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 18:00:02 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Mundo Estranho consultou alguns especialistas para saber se haverá apenas um exame para todas as faculdades Revista Mundo Estranho &#8211; ago/09   Apesar das mudanças serem boas, o novo vestibular não muda a imaturidade dos jovens que tem que escolher uma profissão aos 17 anos A maratona de vestibulares pode estar com os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=412&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista Mundo Estranho consultou alguns especialistas para saber se haverá apenas um exame para todas as faculdades</p>
<p>Revista Mundo Estranho &#8211; ago/09</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Apesar das mudanças serem boas, </em></p>
<p><em>o novo vestibular não muda </em></p>
<p><em>a imaturidade dos jovens que tem </em></p>
<p><em>que escolher uma profissão aos 17 anos</em></p>
<p>A maratona de vestibulares pode estar com os dias contados. Este ano, o Ministério da Educação (MEC) lançou o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que passou a ser adotado como forma de seleção pela maioria das universidades federais do país. A ideia é que, no futuro, ele funcione como uma prova única, cuja nota valerá para a peneira em todas as faculdades brasileiras. Será que é uma boa? </p>
<p>A revista <strong>Mundo Estranho</strong> ouviu a opinião de alguns especialistas como: Nilson Machado, prof. da Faculdade de Educação da USP e um dos criadores do Enem; Miguel Roberto Jorge, pró-reitor de graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep); Ministério da Educação (MEC); União Nacional dos Estudantes (UNE); Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).</p>
<p><strong>Os prós de um vestibular único</strong> </p>
<p>• O acesso ao ensino superior fica mais justo e menos elitista. Ao estimular a capacidade de análise, a prova do Enem diminui o decoreba da maioria dos vestibulares tradicionais, que beneficiam quem tem dinheiro para se preparar em cursinhos especializados nesse formato robótico </p>
<p>• Com o Enem, fazendo só um exame, o aluno pode se candidatar a até cinco faculdades diferentes. Além de acabar com a maratona de provas, ajuda no lado financeiro. Hoje, a inscrição de um vestibular pode sair por mais de R$ 100, o que afasta os mais pobres. Segundo a Unesco, só 30% dos jovens brasileiros estão num curso superior, contra 52% no Chile e 87% na Europa </p>
<p>• Aplicado em mais de 1 800 cidades, o Enem facilita a vida dos milhões de vestibulandos que moram longe das grandes cidades e poderão fazer a prova mais perto de onde vivem. Como o exame é válido para várias universidades, também gera maior mobilidade e integração. Por exemplo, alguém do Piauí pode tentar uma faculdade no Paraná sem ter que cruzar o país para isso </p>
<p>• O vestibular tradicional, focado no decoreba, tem piorado o ensino médio no Brasil, uma vez que muitas escolas se preocupam apenas em preparar os jovens para esse tipo de prova. Com o Enem servindo de peneira, os colégios serão obrigados a ensinar seus alunos a refletir, e não só a repetir </p>
<p><strong>Os contras de um vestibular único</strong> </p>
<p>• Mesmo diminuindo o decoreba, o Enem ainda é elitista. Afinal, quem vive em famílias e regiões mais ricas, com mais acesso à cultura, acaba sendo melhor preparado e sai favorecido num exame único para todos. E quem pode pagar uma faculdade particular segue com mais chances de entrar num curso superior, pois tem mais opções de escolha </p>
<p>• Um vestibular único não acaba com o problema da falta de maturidade dos jovens para escolher uma profissão aos 17 anos. Por exemplo, a escolha do curso errado e a falta de preparo para encarar a faculdade são os principais motivos pelos quais 20% dos que entram na USP abandonam os cursos </p>
<p>• Se facilita a vida de muitos, o exame único também pode atrapalhar a vida de todos. Não podemos nos esquecer dos problemas recorrentes de falhas de segurança nos vestibulares, com roubo de gabarito, cola etc. Nesse sentido, anular um vestibular adulterado, entre vários que existem, é uma coisa &#8211; no caso de alguma fraude no Enem, anular toda a prova nacional seria bem problemático </p>
<p>• O argumento de que o Enem vai melhorar o ensino médio é uma falácia. Na verdade, o governo está fugindo da responsabilidade de investir na melhoria da escola pública com uma solução mais simples e ineficaz: a mudança no acesso para o ensino superior</p>
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		<title>A universidade vista como cérebro</title>
		<link>http://z1educa.wordpress.com/2009/09/08/a-universidade-vista-como-cerebro/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 20:05:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>z1propaganda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Cientista brasileiro que desenvolveu a interface cérebro-máquina, Miguel Nicolelis defende a reestruturação do ensino superior para atrair os jovens Luciano Velleda &#8211; Revista Ensino Superior Estruturar os diversos departamentos de uma universidade do mesmo modo que o funcionamento do cérebro humano. Esse é o pensamento do neurocientista Miguel Nicolelis, apontado pela revista americana Science como [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=410&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cientista brasileiro que desenvolveu a interface cérebro-máquina, Miguel Nicolelis defende a reestruturação do ensino superior para atrair os jovens</p>
<p><span style="font-size:xx-small;font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;"><strong>Luciano Velleda &#8211; Revista Ensino Superior</strong></span></p>
<p>Estruturar os diversos departamentos de uma universidade do mesmo modo que o funcionamento do cérebro humano. Esse é o pensamento do neurocientista Miguel Nicolelis, apontado pela revista americana Science como um dos dez mais importantes cientistas do mundo. Em recente debate na cidade de São Paulo, Nicolelis expôs seu conceito ao dizer como está montado o Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra, criado por ele em um dos lugares mais pobres do Brasil e chamado de <em>A Cidade do Cérebro</em>, onde tudo está interligado, junto, sem barreiras, sem divisões. &#8220;As universidades não podem mais ter departamentos que não falam entre si. O cérebro não funciona assim. Então, vale a pena criar estruturas que se assemelham ao funcionamento do cérebro&#8221;, explicou.</p>
<p>Durante o encontro de cerca de uma hora e meia, uma plateia atenta ouviu as opiniões de Nicolelis. E um dos temas preferidos do neurocientista foi a questão da doação financeira às instituições de ensino superior, assunto que começa a ser alvo de maior debate no Brasil, já tendo sido, inclusive, motivo de projeto elaborado recentemente pela OAB-SP e entregue ao Ministério da Educação.</p>
<p>O idealizador da <em>Cidade do Cérebro</em> é um ferrenho defensor das doações e extremamente crítico com a burocracia que emperra a prática no Brasil. &#8220;Se eu tentar botar o nome da minha avó no teatro da USP, provavelmente morro antes&#8221;, afirma, ironicamente.</p>
<p>Morando há mais de 20 anos nos Estados Unidos, Nicolelis acredita que é uma questão cultural que faz com que as doações sejam abundantes no país norte-americano. &#8220;Acho que tem a ver com a relação cultural que temos com o dinheiro. Nos Estados Unidos, os ricos acham que o dinheiro é a chance de entrar para a imortalidade, as pessoas querem associar seu nome a uma descoberta de repercussão. Essa é a ideia do americano que tem posse.&#8221;</p>
<p>No Brasil, na opinião dele, acontece exatamente o contrário. &#8220;Aqui, a relação com o dinheiro é outra, os ricos acham que vão morrer e levar o dinheiro com eles&#8221;, argumentou, arrancando risos do público. Nicolelis também reconhece que a questão do incentivo fiscal é importante, mas acima de tudo considera o fator cultural um diferencial. &#8220;A elite americana valoriza mais uma educação universitária de alto nível como legado para os seus filhos. Já a academia brasileira não é aberta à sociedade. Quando isso acontecer, o Brasil mudará&#8221;.</p>
<p>Mudança, aliás, é algo que o neurocientista acredita ser necessário para a evolução do ensino superior brasileiro, particularmente da ciência. &#8220;A universidade tem de se reestruturar para atrair os jovens, temos de criar mecanismos para acelerar a formação de cientistas. Nossas instituições não acompanham a velocidade das mudanças.&#8221; Para ele, os jovens cientistas precisam ter mais apoio, inclusive para ganhar experiência no exterior ao participar de redes científicas internacionais e com isso obter uma melhor visão de mundo. &#8220;O país precisa ajudar mais aqueles que têm talento. O Brasil vai ganhar muito com isso. A gente vai embora do Brasil, mas o Brasil não vai embora conosco.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>Sem esconder sua identificação com o atual governo federal, Miguel Nicolelis reconhece os avanços obtidos nos últimos anos e afirma sentir orgulho em dar palestras ao redor do mundo e ver o reconhecimento que o país começou a ter. &#8220;A política científica melhorou muito nos últimos 20 anos, mas ainda não é suficiente. O caminho é bom, está muito bem fundeado, mas nossas ambições devem ser maiores.&#8221; O renomado cientista saudou os últimos dados, que informam o grande aumento do número de publicações científicas no Brasil, e credita tal evolução à &#8220;diáspora latino-americana&#8221; para os Estados Unidos e Europa.</p>
<p>Na opinião dele, o impacto da pesquisa nacional em âmbito internacional ainda é pequeno, com exceção da pesquisa agronômica, que &#8220;já é razoável&#8221;. &#8220;A ciência brasileira está amadurecendo e trilhando esse caminho que não é fácil. O Brasil tem coisas que estão na gênese da ciência mundial, como fonte de alimentos, a maior reserva de biodiversidade, e a possibilidade de se tornar livre do óleo com as energias alternativas.&#8221;</p>
<p>Miguel Nicolelis fala com propriedade. Afinal, não é pouco ser o homem que desenvolveu o que está sendo chamado de interface cérebro-máquina, ou seja, o desprendimento do cérebro do limite funcional do corpo. &#8220;O cérebro se libertou do corpo&#8221;, anuncia.</p>
<p>A técnica criada pelo neurocientista brasileiro foi citada na edição de junho da revista <em>Popular Mechanics</em> como uma das 25 invenções que mudarão o mundo. Uma experiência com a nova técnica fez com que estímulos elétricos do sistema neuromotor de uma macaca nos Estados Unidos comandassem os passos de um robô no Japão. Agora, a próxima etapa é testar o caminho inverso: verificar se o cérebro é capaz de interpretar os sinais reemitidos pelo computador. Se for comprovada a hipótese de que o cérebro é capaz de reconhecer e responder aos estímulos do computador, o benefício para a saúde e qualidade de vida humana será imenso.</p>
<p>Segundo Nicolelis, num prazo de aproximadamente cinco anos ele planeja criar, em cooperação com vários laboratórios do mundo, uma veste robótica para pessoas que perderam os movimentos em decorrência de lesões severas na medula espinhal. A ideia é que os estímulos motores-cerebrais do paciente possam controlar uma prótese mecânica, restaurando a mobilidade.</p>
<p>Além da possibilidade de ajudar pessoas que precisem de prótese, a interface cérebro-máquina pode influenciar também na pesquisa espacial. Ao explicar a incapacidade do corpo humano de resistir às demandas físicas de uma viagem no cosmos, Nicolelis considera factível a alternativa de enviar a Marte, por exemplo, uma máquina que represente o pensamento humano. &#8220;Poderá ser possível o homem ter sua presença emitida a distância. Descobrir como o cérebro funciona é um projeto para toda a humanidade. A ciência não é de ninguém, é da humanidade&#8221;, diz ele.</p>
<p>Como costuma acontecer em debates científicos que abordam temas de grande amplidão, capazes de revolucionar a existência do homem e até mesmo da própria criação, Miguel Nicolelis falou inclusive de Deus. Para ele, a necessidade de explicar de onde viemos é algo intrínseco ao ser humano. Bem humorado, não polemizou ao responder se acredita ou não em Deus. &#8220;É a tal história de que tem de ter um começo, um início. Para uns é religião, para outros é ciência, e para outros é o Palmeiras&#8221;, respondeu o fanático torcedor-cientista, arrancando risos da plateia.</p>
<p>Um dos maiores neurocientistas do mundo é também um homem emotivo. Foram várias as citações às crianças pobres que participam de seu instituto na cidade de Natal. Crianças que, em sua opinião, auxiliam na formação do país quando recebem oportunidades de aprendizado. &#8220;Lá, elas não são problema. Lá, elas são a solução.&#8221; Sobre o perfil do bom cientista, ele surpreende. &#8220;Os grandes cientistas que encontrei são pessoas diferentes, não são os que têm a melhor nota ou são certinhos. Olham as coisas de uma maneira diferente.&#8221;</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Concurso premiará ações bem-sucedidas de professores</title>
		<link>http://z1educa.wordpress.com/2009/09/08/concurso-premiara-acoes-bem-sucedidas-de-professores/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Sep 2009 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>z1propaganda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[A premiação visa reconhecer iniciativas pedagógicas bem-sucedidas de professores. Os selecionados receberão R$ 5 mil, diploma e troféu, como forma de reconhecimento pelas ideias postas em prática Rosa Sá rosa@opovo.com.br 05 Set 2009 &#8211; 19h27min   Estão abertas, até o dia 30, as inscrições para a quarta edição do Prêmio Professores do Brasil. Promovida pelo Ministério da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=z1educa.wordpress.com&amp;blog=6155563&amp;post=409&amp;subd=z1educa&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A premiação visa reconhecer iniciativas pedagógicas bem-sucedidas de professores. Os selecionados receberão R$ 5 mil, diploma e troféu, como forma de reconhecimento pelas ideias postas em prática</p>
<p>Rosa Sá<br />
rosa@opovo.com.br<br />
05 Set 2009 &#8211; 19h27min</p>
<p> </p>
<p>Estão abertas, até o dia 30, as inscrições para a quarta edição do Prêmio Professores do Brasil. Promovida pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com instituições parceiras, a premiação tem por objetivo reconhecer o mérito de professores das redes públicas de ensino, pela contribuição dada para a melhoria da qualidade da educação básica, por meio de experiências pedagógicas bem-sucedidas, criativas e inovadoras.</p>
<p>Na terceira edição, realizada no ano passado, o Ceará teve três professores selecionados. Carmelita Fernandes Afonso Rodrigues, da Escola Nossa Senhora da Assunção, de Itapipoca, Luciano Guedes Siebra, da Escola Dona Carlota Távora, de Araripe, e Sérgio Murilo Batista Barros, do Liceu de Maracanaú.</p>
<p>Luciano Siebra conta que, quando fez a inscrição para o Prêmio, apresentou um projeto que já vinha desenvolvendo desde 2007 com seus alunos do 2º e 3º anos do ensino médio. “Pesquisar é produzir novos conhecimentos e comunicar os resultados”, nome da iniciativa, surgiu da necessidade de trabalhar a iniciação científica com os estudantes. No caso, incentivando a pesquisa voltada ao conhecimento da realidade local, buscando melhorar as condições de vida da comunidade.</p>
<p><strong>Resultados </strong><br />
Segundo ele, o projeto, que é algo contínuo, vem produzindo grandes resultados. A partir dos oito trabalhos já realizados, foi possível chamar a atenção para o potencial turístico do distrito de Brejinho, dotado de uma floresta magnífica e pouco conhecida.</p>
<p>Após a pesquisa realizada pelos estudantes, revelando a riqueza da vegetação e das espécies animais presentes em duas cavernas da área alvo do trabalho, o local passou a receber um melhor tratamento, sendo transformado em um parque ecológico. A busca de conhecimentos pelos alunos também envolveu pesquisas em torno do abastecimento d’água de Brejinho e de atividades produtivas desenvolvidas no município de Araripe. Foram mostrados benefícios e prejuízos ambientais provocados pelas olarias.</p>
<p>A ficha de inscrição e o regulamento do 4º Prêmio Professores do Brasil, assim como as demais informações sobre a premiação, estão disponíveis no site http://portal.mec.gov.br/premioprofessoresdobrasil/. Serão premiados 40 professores de todas as etapas da educação básica: educação infantil, ensino fundamental 1 (do 1º ao 5º ano) e ensino fundamental 2 (do 6º ao 9º), e ensino médio. Os vencedores receberão R$ 5 mil, diploma e troféu. A cerimônia de premiação do concurso será em sessão pública, em data, local e horário a serem definidos, como parte da programação do Seminário Professores do Brasil.</p>
<p><em><strong>E-Mais</strong></em></p>
<p><strong>São objetivos do Prêmio Professores do Brasil:</strong></p>
<p>&gt; Reconhecer o trabalho dos professores das redes públicas que, no exercício da atividade docente, contribuam de forma relevante para a qualidade da educação básica no Brasil.</p>
<p>&gt; Resgatar e valorizar o papel dos professores como agentes fundamentais no processo formativo das novas gerações.</p>
<p>&gt; Dar visibilidade às experiências conduzidas pelos professores e consideradas passíveis de adoção por outros professores.</p>
<p>&gt; Estimular a participação dos professores como sujeitos ativos na implementação do Plano de Desenvolvimento da Educação.<br />
<em><strong> </strong></em></p>
<p><em><strong>SAIBA MAIS</strong></em></p>
<p>&gt; Instituições parceiras do MEC: Fundação SM, Fundação Bunge, Instituto Votorantim, Instituto Pró-Livro, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI). <!-- /TEXTO NOTICIA --><!-- CLASSIFICAR ESTE POST --></p>
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		<title>ESCOLA INTEGRAL É UMA BOA?</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 20:21:54 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>IG | Data: <strong>21/08/2009</strong></p>
<p>Ter tranqüilidade para trabalhar enquanto os filhos estão na escola é o sonho de qualquer pai. Imagine pegar as crianças na escola à tardinha e ir direto para casa, sem se preocupar com o horário do inglês ou se o engarrafamento o fará perder a aula de natação. É esse o tipo de conforto que as escolas em tempo integral oferecem às famílias, a certeza de que o filho realizou uma série de atividades culturais e esportivas, além de assistir as aulas.</p>
<p>A coordenadora pedagógica Vera Rodrigues diz que escola em tempo integral para crianças é uma boa, já que a maioria dos pais trabalha fora e não tem como dar atenção aos filhos. “O que eles vão gastar com um empregado para tomar conta das crianças eles aplicam na escola. Essas escolas oferecem uma série de atividades, além das aulas normais e do suporte que a criança precisa para ser orientada nos estudos. A partir dos dois anos ela já consegue ficar o dia inteiro. Já os adolescentes que não foram acostumados a esse tipo de ensino vão estranhar muito se forem levados para uma escola assim. Eles possuem outros interesses e não conseguirão se adaptar”, explica.</p>
<p>Porém, Vera alerta que para a escola ser de boa qualidade ela precisa ter pedagogos, recreadores, nutricionistas, pediatras e orientadores pedagógicos, sem falar dos inspetores, professores, diretores e o quadro de funcionários que toda escola possui. “Como as crianças vão ficar o dia inteiro é preciso criar uma boa infra-estrutura para tudo funcionar bem. Na escola integral elas têm atividades esportivas, artísticas, fazem as refeições, têm professores de reforço e assistência médica pelo menos uma vez por semana. A escola tem que oferecer o que a família daria se o filho estivesse em casa. E, obviamente ela é mais cara, mas o investimento vale, porque a criança está nas mãos de profissionais”, diz.</p>
<p><strong>Modelo da Europa e dos Estados Unidos</strong></p>
<p>A coordenadora ainda acrescenta dizendo que no Brasil o número de escolas em tempo integral ainda é baixo porque nossa cultura é diferente da européia e americana, que têm tradição nesse método de ensino. “Tentou-se fazer o ensino público em tempo integral, mas como não foi bem administrada, a escola virou depósito de crianças. As particulares que existem são de boa qualidade e a maioria vai até a 4ª série do ensino fundamental. Os adolescentes brasileiros não se acostumam a essa rotina intensa”, afirma Vera.</p>
<p>Ricardo Monteiro professor de história da 6ª série do ensino fundamental defende a escola em tempo integral, e como Vera, lamenta que no Brasil a experiência que se tentou fazer com as escolas públicas não tenha dado certo. “O ensino integral é de excelente qualidade e caro também. Pais que podem pagar não deveriam perder a oportunidade de matricular as crianças. Não por comodidade já que eles passam o dia inteiro fora, mas conscientes de estarem oferecendo o melhor. As turmas são reduzidas, a atenção é individualizada, elas aprendem línguas, tomam gosto por esporte desde cedo e algumas escolas têm aulas de artesanato, teatro e culinária. Bom seria se todos pudessem passar mais tempo na escola, conhecimento nunca é demais”, afirma o professor.</p>
<p><strong>Pais devem observar a reação dos filhos</strong></p>
<p>A professora de língua portuguesa da 3ª série do ensino fundamental Cláudia Souto Martins acredita que as escolas de turno integral são uma boa ajuda para pais sem tempo de monitorar os horários dos filhos, porém eles devem observar se a meninada não está muito cansada. “Como a escola passa uma série de atividades semanalmente, além das aulas, as crianças podem estranhar, ficar cansadas ou até mesmo chorar. Os pais precisam perceber se elas estão aceitando bem a rotina ou se esse tempo a mais na escola está prejudicando o rendimento delas. É aconselhável fazer uma tentativa e não obrigá-las a seguir esse ritmo intenso se não gostarem”, aconselha a professora.</p>
<p>Cláudia acha precipitado os pais matricularem crianças tão pequenas no período integral. “Elas são muito novas e algumas ainda usam fraldas. Apesar de a escola estar preparada para dar o suporte necessário, os pequenos estão acostumados com a família e sempre ficaram em casa, com babás ou avós. Quando vão para a escola pela primeira vez e passam o dia inteiro com pessoas que não conhecem podem estranhar muito. Se os pais não tiverem opção, o melhor é fazer uma experiência ou ir aumentando gradativamente o tempo dela no colégio”, indica.</p>
<p><strong> </strong></p>
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